CLUBE DO CORCEL FORTALEZA

CLUBE DO CORCEL FORTALEZA

domingo, 19 de julho de 2009

MENBROS DO CLUBE E SEUS CARROS

VAMOS FALAR UM POUCO DE CADA UM DOS CARROS DO CLUBE DO CORCEL


* Osmar Baroni



O Corcel faz parte da minha vida sempre. Quando nasci meu pai tinha um Corcel 71 verde escuro. Tempos depois ele comprou um 70, série especial, daqueles que vinham com os pára-choques parecidos com os do Fusca 66. Era lindo, perfeito, verde-paineira, me lembro bem deste porque ficou alguns anos na família. Foi vendido para um primo porque meu pai inventou de ir morar nos EUA. Aí as coisas acabaram não dando certo por lá e ele queria recomprar o carro quando voltou, mas já era tarde: o filho deste primo simplesmente destruiu o carro num acidente. O próximo foi um 1969 standart, branquinho, “zerado”. A essa altura eu já tinha uns 13 anos e esse acabou sendo o primeiro carro que dirigi. Ele ficou com meu pai por uns 15 anos, depois a crise apertou e precisou ser vendido. Quando me lembro do preço, até hoje me dá vontade de chorar, e o pior é que na época eu também estava “mal das pernas” e por isso não podia ficar com o carro.

Meu primeiro carro, aos 18, foi um Corcel (não podia ser outro). Era um 72, marrom, meio ruim de lata, mas muito bom de máquina. Bom, depois de passada aquela crise que me referi anteriormente, resolvemos (eu e meu pai) tentar reaver o Corcel 69 (o branquinho), foram meses tentando localizá-lo, mas foi em vão. Quem comprou sumiu do mapa, e nem sequer transferiu o carro, acho que até hoje está no nome do meu pai.




É aqui que começa a história do meu carro: como desistimos de procurar o Corcel 69 resolvi procurar outro pra restaurar. Vi muitos carros, mas não conseguia encontrar um que me agradasse, até que um dia vi um anúncio na internet que me chamou atenção. Tratava-se de um Corcel 72, verde, quatro portas e com teto de vinil. Tinha aparência de abandonado, amassados no pára-lama, caixa de ar amassada e enferrujada (tinha até um buraco) e diversos pontos de ferrugem, mas estava bem alinhado e completo em detalhes (frisos, estofamento, acabamento interno, rádio, mecânica, etc.). Entrei em contato com o anunciante e combinei de ver o carro, que estava em São Paulo-SP. Naquela época morava no interior, a uns 150 km da capital. Reservei um sábado e fomos lá pra ver o Corcel. Apaixonei-me por ele logo que o vi. Ele ficava “no tempo”, tomava sol, chuva e sereno, estava com o porta-malas quase alagado porque entrava água de chuva, mas era praticamente todo original. Nem pestanejei, fiz uma oferta e levei o carrinho embora. Apesar de não poder passar de 90 km/h porque o volante chacoalhava demais, ele enfrentou bem os 150 km da volta. Fiquei com ele em casa por uns dias, fiz uma revisão mecânica, dei um tratinho na aparência de abandonado.




O maior trecho que já fiz com o Corcel. Foi quando levei ele pra reforma na cidade onde mora o meu pai. Saímos de Tietê-SP com destino a Santa Fé do Sul-SP às 6:00 h e seriam 540 km de chão. Fazia um frio de doer os ossos. Minha esposa Daiana foi com o Astra, Nas primeiras duas horas, minha perna tremia e meu queixo batia, de tanto frio (apesar de ser o modelo luxo, não tinha ar quente como opcional), mas tudo seguia tranquilamente. Quando a gente parava nos postos era muito legal ver os comentários das pessoas sobre o Corcel. Parece que todo mundo já teve um, ou alguém da família já teve, maior sarro. Quando estávamos na região de Araçatuba, comecei a sentir calor, característica típica daquele pedaço do Estado. A essa altura já era 11:00 h e ainda faltava umas duas horas pra chegar em Santa Fé. A viagem seguiu tranqüila até o destino final, só que eu quase derreti antes de chegar lá. Foram 7 horas de viagem, com muito frio e muito calor, mas o Corcel de 34 anos (em 2006) não reclamou de nada e agüentou firme até o final. Ah, o detalhe que me chamou atenção é que quando chegamos ao nosso destino, abasteci os dois carros pra tirar o consumo médio.

Andando a 100-110 km/h, o Corcel fez 10,5 km/litro e o Astra fez 12,8 km/litro, ambos com gasolina. Assim fica difícil viajar de Corcel. Mas é muito bom ter um carro especial, diferente e exclusivo, que por onde passa chama a atenção. É como se fosse um membro da família, tratado com muito zelo. Hoje moro em Recife e trouxe o carrinho comigo.



Encontro de Antigos de São José do Rio Preto - SP



* Germano Barros



Belina L 1988/1988 1.6 CHT Álcool 73cv 3 portas 5 passageiros . Adquirida zero KM na crasa em 13/06/1988. Tão logo saída da concessionária, foi levada para a Crasa Shopping Car na Av. Heráclito Graça para ser instalado o engate e sistema de bloqueio da mangueira de combustível no assoalho (quando acionado o veículo roda apenas com o combustível constante na mangueira, parando em seguida), conhecido na época como "corta-combustível". Ambos os acessórios funcionam perfeitamente. Era o carro de uso diário de minha mãe, que trabalhava, deixava os 4 filhos no colégio, além de ser o carro de viagens. Permanecemos com o carro até 1995, quando o mesmo foi adquirido por outro tio, que sempre soube do meu interesse em reaver o carro, até que em 2008, finalmente ela voltou para o primeiro dono, isto é, o filho do primeiro dono, estando atualmente na flor dos seus 208 mil km.




Logo no início do uso do carro passamos por uma situação complicada. Meu pai mora em um sítio afastado da cidade e na época, sempre íamos passar o fim de semana lá e domingo depois dos trapalhões, a gente voltava para nossa casa em Fortaleza. Sabe como é criança: os quatro ficavam brincando dentro do carro, enquanto meus pais fechavam a casa. Depois de tudo pronto, meu pai ligou o carro e fomos saindo. Quando chegou uns 200m depois do portão, no meio da estrada de terra, a belina apagou. Quando se foi atrás da causa, eis que alguém havia pisado no corta-combustível e sabe-se lá porque, meu pai tinha deixado a chave no apartamento em Fortaleza. Estávamos no meio da estrada seis pessoas num local sem telefone e sem energia naquele tempo. Solução do caso. Voltamos a pé para o sítio, enquanto meu pai seguiu a pé até a estrada, para dar um jeito de ir até nossa casa buscar a chave. Naquele dia, todos nós levamos um bom sermão e voltamos tarde para casa. Nunca mais a gente ficou brincando no carro, pelo menos não no local onde está instalado o corta combustível (com medo do "corta", como nós o chamávamos) e meu pai passou a andar com a chave do mecanismo no carro.




" A paixão pelo carro, e otimas lembranças, fizeram com que Germano resgatasse o carro e um pouco de sua história"

Todas as informações foram passadas pelos membros e autorizadas para divulgação
Divulgação:Luiz César, membro do clube

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