CLUBE DO CORCEL FORTALEZA

domingo, 2 de setembro de 2018

CorcelII LDO 1980 do Sr. Raimundo Sampaio Uchôa in Memoriam


Hoje iremos relatar a história do Corcel II 1980 LDO do Alam Brandão Uchôa 


             - Meu Pai o Digníssimo Sr. Raimundo Sampaio Uchôa, adquiriu o Corcel no ano de 1996 na Cidade de Manaus-AM, lembro-me como se fosse hoje, a felicidade que eu tive ao ver ele chegando no carro, tenho fotos desse dia e sempre me emociono ao vê-las. No mesmo ano por motivos da minha saúde, nos mudados para Fortaleza - Ceará e foi fantástica a vinda pra Fortaleza. O carro foi transportado de Manaus até Belém em uma balsa e de Belém a Fortaleza viemos no Corcel. Foi uma viajem maravilhosa que me recordo até os dias de hoje. Meu pai e eu sempre cuidamos bastante do Corcel, apelidado carinhosamente por toda família de "porssante", sinônimo de carro forte e resistente. 
Por respeito às leis de trânsito e mais ainda cuidado com o carro, ele nunca deixou eu dirigir o Corcel antes de eu tirar minha carta de habilitação ao 18 anos. Lembro-me da primeira vez q eu dirigir o Corcel, assim que eu recebi a carta de habilitação e com meu pai no banco do passageiro, ouvir de sua boca que eu dirigia super bem e que com certeza o Corcel estava em boas mãos. 
Aos meus 21 anos comprei meu primeiro carro, um carro 0km e por todo mundo, um carro 0km é sempre bem cuidado, eu não, eu sempre cuidei mais do Corcel do que do meu onix e por diversas vezes ao ir pra casa dos meus pais passar o final de semana, eu me recusava a tirar o Corcel da garagem para por o meu onix. Prefiro a vê o Corcel na garagem bem guardado do que o onix. Tenho o cuidado com o Corcel da mesma forma que meu pai sempre teve. Ele cuidava mais desse carro do que dele mesmo e depois de 22 anos cuidando e zelando sempre do "porssante", meu pai deu Adeus ao Corcel no dia 01 de Julho desse ano. Mas eu garanto que vou preservar sempre esse bem querer dele e guardarei para sempre as boas memórias que tivemos juntos no Corcel, farei o possível para zelar e manter sempre o Corcel em boas condições, como o meu pai sempre fez. 
Essa é uma homenagem em memória ao Sr. Raimundo Sampaio Uchôa o eterno proprietário do "porssante".


Faça como nosso amigo Alam mande a sua história e fotos do seu Corcel ou Belina para: clubedocorcelce@gmail.com que teremos o prazer de postar aqui

quarta-feira, 1 de agosto de 2018

Corcel 1977 de Thomas Jefferson e sua história





        Com muita satisfação que iremos postar a história do nosso amigo Thomas Jefferson junto aos Corcéis que fizeram parte da sua vida: 

        - Meu pai sempre teve uma preferência pela Ford. Foi com seu primeiro Corcel, um modelo Luxo 1973 areia Casablanca, que viajou com minha mãe em lua de mel até a Argentina. Em 1976, meu pai resolveu trocá-lo por um segundo Corcel. Era do modelo 1977 Luxo, também na cor areia Casablanca. Por muito tempo, foi o único carro de nossa família. Meu pai o usava para nos levar à escola, para ir trabalhar, para passearmos de fim de semana e viajar.

          Infelizmente, algo muito ruim aconteceu nessa história. Em 1985, numa noite em que meu pai resolveu deixar o carro pernoitar na rua, levaram-no com diversos pertences dentro, inclusive o tanque da primeira motocicleta de meu pai, uma Norton ES2 1949 que estava sendo reformada. Nunca mais reavemos nem o carro, nem o tanque da moto. No dia seguinte, saímos cedo para ir à escola quando meu pai se deu conta do ocorrido. A única coisa boa daquele dia foi que não assistimos à aula.

         Na época, tínhamos uma vida modesta. Tomar esse revés não foi fácil em um período de hiperinflação. Mas o maior exemplo que meu pai me deu foi que, com honestidade e perseverança, conquistamos e reconquistamos o que queremos por meio do trabalho. E assim foi que nossa família prosperou e deixamos essa história para trás.

          Contudo, logo que comecei a trabalhar e ter meu salário, resolvi ajudar meu pai a retomar a reforma da Norton. Primeiro, compramos o tanque. Alguns anos depois, foram algumas peças. Quando finalmente consegui um emprego melhor, resolvi dar o passo decisivo para concluir a reforma, levando a motocicleta para um mecânico de confiança.

          Contudo, eu ainda sentia que faltava algo. Resolvi então dar a meu pai um carro igual ao que lhe roubaram: um Corcel 1 Luxo 1977 areia Casablanca. Encontrei um restaurado no interior de São Paulo, em Araraquara. Como hoje moro em Brasília, enfrentei doze horas de ônibus até lá. Após negociar com o proprietário anterior, comprei o carro e segui viagem rumo a São Paulo, onde meu pai mora. Para completar, deixei crescer um bigode igual ao que meu pai usava nos anos 1970.

          Ao chegar na casa dele, foi uma grande surpresa. Ele nem me reconheceu. Quando viu o carro, não acreditou. Meu irmão caçula foi meu comparsa nesse plano, me avisando quando meu pai chegaria em casa e levando-o à garagem. Minha mãe também adorou e já quis passear com o possante.

         Agora o Corcel fica em São Paulo para meu pai usar e quando eu o visito. Já está empolgado vendo detalhes que quer arrumar no carro e se orgulha toda vez que alguém na rua elogia a caranga.

          Nesses anos, muita coisa mudou, mas não a admiração e o carinho que sinto por meus pais.       Tinhamos muitas lembranças boas com aquele carro. Teremos outras com este novo.
Segue abaixo os registros desta trajetória de vida da família do Thomas abordo de seus Corcéis :



1ºCorcel 1973 Luxo Areia Casablanca

2º Corcel Luxo 1977 Areia Casablanca (Roubado em 1985)
3º Corcel  1977 Luxo Areia Casblanca



 Norton ES2 1949





Faça como nosso amigo Thomas mande a sua história para: clubedocorcelce@gmail.com
com a sua história e fotos do seu Corcel/Belina  que teremos o prazer de divulgar aqui 




quinta-feira, 5 de julho de 2018

"CORCEL" CLÁSSICOS DO BRASIL



Desta vez, os autores Rogério de Simone e Fábio Pagotto contam a história completa do Corcel, veículo que foi lançado no fim da década de 1960 no Brasil e se tornou um dos carros mais importantes da história automobilística brasileira. Fabricado entre 1968 a 1986, o Corcel conta ainda hoje com exemplares conservados que rodam por todo o país e muitos entusiastas apaixonados.


O livro é dividido em quatro capítulos que vão desde a origem do veículo, com detalhes do surgimento das fábricas da Willys e da Ford, até o desenvolvimento do projeto inicial, passando pela evolução dos modelos, curiosidades e dados técnicos. E o que não falta para o Corcel é história: ao longo de quase duas décadas ganhou versões mais simples, mais luxuosas (Corcel LDO), esportivas (Corcel GT), icônicas (Corcel Cobra, apresentado no Salão Automóvel de 1971), além das carrocerias picape e perua Belina, de grande sucesso.
Além disso, o livro é ricamente ilustrado com fotografias de época e atuais de veículos conservados até os dias de hoje, que prometem encantar os fãs deste grande clássico da indústria automobilística brasileira.


Sobre os autores:
José Rogério Lopes de Simone é apaixonado por automóveis desde criança. Criou e editou a revista Automóveis Históricos. Fábio de Cillo Pagotto publicava a revista Collector’s Magazine e foi sócio fundador do Clube do Dodge, do Dodge’s Club e posteriormente do Chrysler Clube do Brasil. Juntos, os autores já escreveram diversos livros sobre o assunto, como os volumes da Coleção Clássicos do Brasil dedicados aos automóveis Alfa Romeo, Dodge e Monza, além do livro Picapes Chevrolet: Robustez que conquistou o Brasil.


Sobre a editora:
Com mais de 10 anos de tradição no mercado editorial, a Alaúde vem desenvolvendo um catálogo sólido e diversificado, com títulos de destaque na área de gastronomia, saúde, filosofia prática, espiritualidade, automobilismo, desenvolvimento pessoal e profissional. Para mais informações, visite o site www.alaude.com.br.

Segue o link para quem quiser adquirir o livro através da editora:


segunda-feira, 9 de abril de 2018

48 anos de resistência


09 de Abril de 1970 deixava a linha de produção a unidade 129.955 - versão Cupê Standard
 
Está na nossa família desde 1974, Muitas historias abordo dele